Ó figura atroz
que de negro caminhas.
E que tão cedo chegas
para me calar a voz.
Ó morte! por que esperas
para me cortar as veias,
com essa arma cruel
que aos céus trazes erguida,
e derramares sobre elas o fel
desta minha vida sofrida!
Porque me tratas com despeito?
Porque me abres a ferida?
Porque me rasgas o peito
e pões fim à minha vida?
Luto com todo o meu ser
numa batalha desigual.
Luto porque quero viver,
afastar de mim este mal.
Vejo por breves instantes,
imagens desfocadas
desta vida a preto e branco.
São lembranças distantes
numa tela projectadas.
São memórias constantes
banhadas em longo pranto.
Outrora por ti enganado,
vi minha vida no fim;
vi meu futuro escarrado,
escondido dentro de mim.
Vi cavaleiros, soldados,
coronéis e generais;
brigadeiros derrotados
e tantas guerras iguais.
Agora, sei que a vida é escassa.
E não sei para onde vou
nem sequer o que se passa.
O duelo terminou.
Vejo meu leito vazio,
caio no chão esgotado,
olho meu corpo... já frio!
que de negro caminhas.
E que tão cedo chegas
para me calar a voz.
Ó morte! por que esperas
para me cortar as veias,
com essa arma cruel
que aos céus trazes erguida,
e derramares sobre elas o fel
desta minha vida sofrida!
Porque me tratas com despeito?
Porque me abres a ferida?
Porque me rasgas o peito
e pões fim à minha vida?
Luto com todo o meu ser
numa batalha desigual.
Luto porque quero viver,
afastar de mim este mal.
Vejo por breves instantes,
imagens desfocadas
desta vida a preto e branco.
São lembranças distantes
numa tela projectadas.
São memórias constantes
banhadas em longo pranto.
Outrora por ti enganado,
vi minha vida no fim;
vi meu futuro escarrado,
escondido dentro de mim.
Vi cavaleiros, soldados,
coronéis e generais;
brigadeiros derrotados
e tantas guerras iguais.
Agora, sei que a vida é escassa.
E não sei para onde vou
nem sequer o que se passa.
O duelo terminou.
Vejo meu leito vazio,
caio no chão esgotado,
olho meu corpo... já frio!

