...Oiço um som surdo, que bate à minha porta!Amedrontado levanto-me e, sem coragem, avanço até à porta e vejo que não é ninguém!
Volto a ouvir...
Então olho para trás e vejo a minha sombra à espreita por entre os vidros embaciados da janela do meu quarto.
Serei eu?
Mas eu quem?
Não sei quem sou...
Não sei sequer para onde vou.
E aquele som, que ecoa num silêncio profundo, é somente a outra parte de mim que me chama para o final.
O final desta peça, onde fui, inconscientemente um mau actor.
Onde representei um papel, que não sendo meu, era simplesmente o papel principal!
O pano cai!
Os espectadores levantam-se em silêncio e arremessam flores brancas para um palco vazio.
É chegada a hora...
...a hora da partida...
...a hora do adeus!
...E eu agradeço a todos, com uma última vénia!

Mas para entrar numa peça, não deveremos procurar o papel principal mas sim, o papel que leve o colectivo a provocar um aplauso insurdecedor por parte do´público em Pé!!!
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