Entre o Céu e a Terra....
(Um pequeno tributo a Camões)
I
De noite veio à terra injustamente
Pois minha vida assim o não queria.
Cruel soprava o vento fortemente
Que em gritos afogados eu ouvia:
Daqueles que como eu, tão cruelmente
A vida pelas mãos se lhes fugia.
E que sem lutar sequer se entregavam,
Deixando para trás aqueles que amavam.
II
E a grandeza do céu medida a palmo,
Pela mão Daquele que a terra julgará,
Verão surgir tormentas em mar calmo
E o céu purpura, de dor se agitará.
Trarão em mãos os anjos, novo salmo:
E que ao som de sua voz, deles se ouvirá:
As ordens Dele, por nós já esquecidas,
Que em pedra foram um dia esculpidas.
III
E a alma de meu corpo se arremessa,
Tão certo como ver-te não podia.
Entrego-me eu à morte, que com pressa
sugava o sangue que em meu corpo havia.
Cumprida assim estava a Sua promessa:
E em lagrimas desfeito eu partia:
Deixando para trás sonhos largados
Da vida de onde andamos, apartados.
IV
Terão teus beijos sabor a saudade,
Teus abraços o calor já esquecido.
Ouvirão meus ouvidos a verdade
Do teu amor, que eu sei já ter perdido.
E mesmo se eu morresse de ansiedade
Por ter vivido a vida sem sentido,
Em meu corpo sentiria a ilusão
De que um dia fora meu, teu coração.
De noite veio à terra injustamente
Pois minha vida assim o não queria.
Cruel soprava o vento fortemente
Que em gritos afogados eu ouvia:
Daqueles que como eu, tão cruelmente
A vida pelas mãos se lhes fugia.
E que sem lutar sequer se entregavam,
Deixando para trás aqueles que amavam.
II
E a grandeza do céu medida a palmo,
Pela mão Daquele que a terra julgará,
Verão surgir tormentas em mar calmo
E o céu purpura, de dor se agitará.
Trarão em mãos os anjos, novo salmo:
E que ao som de sua voz, deles se ouvirá:
As ordens Dele, por nós já esquecidas,
Que em pedra foram um dia esculpidas.
III
E a alma de meu corpo se arremessa,
Tão certo como ver-te não podia.
Entrego-me eu à morte, que com pressa
sugava o sangue que em meu corpo havia.
Cumprida assim estava a Sua promessa:
E em lagrimas desfeito eu partia:
Deixando para trás sonhos largados
Da vida de onde andamos, apartados.
IV
Terão teus beijos sabor a saudade,
Teus abraços o calor já esquecido.
Ouvirão meus ouvidos a verdade
Do teu amor, que eu sei já ter perdido.
E mesmo se eu morresse de ansiedade
Por ter vivido a vida sem sentido,
Em meu corpo sentiria a ilusão
De que um dia fora meu, teu coração.
V
E aos céus serenos, os anjos voltarão
Confiantes de sua obra já cumprida.
E nas mãos do Criador entregarão
O destino de amar-te toda vida.
E perante Si, meus olhos chorarão,
Pedindo com vontade desmedida:
Que não me deixe aqui para todo sempre
Sentindo a tua ausência eternamente.
VI
Mas mesmo que cruel a sorte aceito,
Sabendo que outras vidas não terei.
Pois vendo-te dormindo em doce leito
Lá do alto céu, teu sono velarei.
De mãos postas em cruz, sobre meu peito
E rezando por quem tanto desejei:
Aos anjos vou pedir que te protejam,
Para que a morte os teus olhos não vejam.
VII
E virá um dia em que finalmente,
Os meus olhos com certeza os teus verão.
De teus lábios ouvirei certamente:
As palavras que escutei com o coração,
Que mesmo sendo triste e já doente,
Com afinco viveu ele esta paixão.
Sabendo que um dia voltarias
E o teu sono em meu peito dormirias.
VIII
Sonharei eu então com esse dia,
Em que formosa e bela tu estarás.
Verei cumprida a Sua profecia,
Dessa paixão que por mim avivarás.
Será para mim tamanha essa alegria,
Que de novo em mim a vida plantarás.
E as lagrimas que meus olhos choraram,
Serão gotas de orvalho que secaram.
E aos céus serenos, os anjos voltarão
Confiantes de sua obra já cumprida.
E nas mãos do Criador entregarão
O destino de amar-te toda vida.
E perante Si, meus olhos chorarão,
Pedindo com vontade desmedida:
Que não me deixe aqui para todo sempre
Sentindo a tua ausência eternamente.
VI
Mas mesmo que cruel a sorte aceito,
Sabendo que outras vidas não terei.
Pois vendo-te dormindo em doce leito
Lá do alto céu, teu sono velarei.
De mãos postas em cruz, sobre meu peito
E rezando por quem tanto desejei:
Aos anjos vou pedir que te protejam,
Para que a morte os teus olhos não vejam.
VII
E virá um dia em que finalmente,
Os meus olhos com certeza os teus verão.
De teus lábios ouvirei certamente:
As palavras que escutei com o coração,
Que mesmo sendo triste e já doente,
Com afinco viveu ele esta paixão.
Sabendo que um dia voltarias
E o teu sono em meu peito dormirias.
VIII
Sonharei eu então com esse dia,
Em que formosa e bela tu estarás.
Verei cumprida a Sua profecia,
Dessa paixão que por mim avivarás.
Será para mim tamanha essa alegria,
Que de novo em mim a vida plantarás.
E as lagrimas que meus olhos choraram,
Serão gotas de orvalho que secaram.

" Nunca se ama como nas histórias: nús e para sempre. Amar é lutar constantemente contra milhares de forças escondidas que vêm de nós ou do mundo.
ResponderEliminarContra outros homens.
Contra outras mulheres.", de parabens mais uma vez
Muito Bonito o texto... Apesar da alusão a Camões presumo k seja teu o texto...
ResponderEliminarContinua
abraçõ
ao fim de tantos anos voltei. sim é meu o texto
EliminarAmei este Teu Texto
ResponderEliminarobrigado Pedro. Sempre bom saber...
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